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Light Steel Framing - Otimização da estrutura, conforto e custo

Requere-se o conhecimento e avaliação de diversas soluções para que se possa determinar qual ou quais as hipóteses mais convenientes, de modo a otimizar a intervenção e, consequentemente, o seu custo.

A hipótese do betão e alvenaria, embora seja a solução mais enraizada na resolução de todas as questões, nem sempre se configura como a solução mais eficiente ou econômica, já que o inerente acréscimo de peso sobre a estrutura antiga nem sempre viável, obrigando frequentemente à criação de reforços de dimensão apreciável, podendo ir até às fundações, para que o edifício em recuperação possa receber as novas cargas. Os trabalhos resultantes em demolições, materiais, mão de obra e tempo, levarão a um custo obviamente elevado.

A minimização das cargas e a otimização dos pontos onde as mesmas se irão aplicar é, na reconstrução, a chave para que a intervenção se possa dar a custos aceitáveis.
Um método altamente eficiente e em franca expansão na utilização em reconstrução, devido à sua comprovada capacidade, versatilidade, simplicidade e muito baixo peso, é o sistema conhecido por estrutura metálica ligeira, em perfis de aço galvanizado, na tradução de "Light Steel Framing" ou, mais simplesmente, LSF. Utilizando perfis moldados a partir de chapa de aço galvanizado, com espessuras variando vulgarmente entre os 1,5 e 3mm, obtêm-se secções de resistência muito significativa e muito baixo peso.

Aplicando repetidamente estes perfis ligeiros ao longo de toda uma superfície que se pretenda criar, seja uma lajeou uma parede, teremos cada perfil a suportar uma parte da carga total, a qual e assim distribuída em pequenas cargas, ao longo de toda a linha de apoio e descarga, com as óbvias vantagens que daí se advinham: menores cargas, menos reforços, menores intervenções, menos custo.
Não havendo concentrações de cargas em pontos únicos, há uma redistribuição de esforços ao longo de todas as paredes resistentes do edifício, com a consequente maximização da sua capacidade resistente.

Quando o edifício existente requer uma intervenção de reforço estrutural, seja devido ao seu estado de degradação, seja por que a obra em causa implica uma ampliação da volumetria e, portanto, das cargas aplicadas, uma solução mista, onde se pode incluir o betão armado ou a estrutura metálica pesada, com a estrutura ligeira em aço galvanizado, pode ser a melhor combinação neste tipo de intervenções.

A criação de um lintel de coroamento sobre as paredes exteriores, no topo do edifício, permitirá em muitas situações aumentar a capacidade resistente ou, no mínimo, consolidar a prevista anteriormente. Este lintel redistribuirá sobre o edifício as cargas aplicadas pela estrutura ligeira ao longo de todas as paredes resistentes. Na construção de lajes de piso, paredes exteriores, interiores e coberturas, das mais variadas formas e acabamentos, muita liberdade se pode dar aos arquitetos que se disponham a tirar partido do muito que uma estrutura altamente interligada como esta lhes poderá proporcionar.
Adotada pelos técnicos, rapidamente foi reconhecido o seu desempenho superior pelos habitantes, que usufruem de condições de conforto inatingíveis para o habitante das alvenarias. Se estruturalmente o seu comportamento e já tecnicamente reconhecido, no que se refere a conforto térmico e salubridade os materiais que envolvem esta estrutura metálica não serão menos reconhecidos, já que as suas características e desempenho são determinados para os fins a que se destinam.

As placas de gesso laminada não serão uni­camente pares revestimentos, mas atuam como reguladores da humidade ambiente. O espaço livre deixado entre os perfis, quando não é utilizado pelas infraestruturas que aí se distribuem, é preenchido par materiais coma a lã mineral, que atua coma isolante térmico e acústico.

Pelo exterior, ou sobre as lajes, o revestimento estrutural é feito com placas de OSB, material composto par lascas de madeira prensada, com características de resistência mecânica excelentes, fazendo uma interligação suplementar às ligações do aço. Fechando integral­mente a estrutura, é ainda a suporte para o isolamento exterior suplementar.

Numa cobertura, ou em qualquer parede exterior, o isolamento deve ser cuidado, não se devendo poupar na espessura dos materiais isolantes empregues, dado que o pouco custo envolvido na sobre espessura terá retorno garantido nos gastos energéticos e conforto alcançados.
O baixo custo energético na obtenção da temperatura de conforto é devido à baixa inércia térmica destas paredes, sendo, portanto rápida e fácil a modificação da temperatura interior. A temperatura no interior de qualquer casa resulta do balanço entre o fluxo de calor produzido, potência do aquecedor e o fluxo de calor dissipado, tanto maior quanta maior a massa da parede e menor o isolamento. Há, portanto, uma temperatura máxima alcançável', dependente das características dos equipamentos de produção e conservação do calor. Numa parede em que, pelo lado interior, se tem uma placa de gesso laminado de 15 a 25mm de espessura, seguida de lã mineral, a massa de material a aquecer é diminuta e as características de isolamento são excelentes.

Assim sendo, atinge se mais rapidamente uma temperatura de equilíbrio e a seu valor, para o mesmo equipamento de aquecimento, serão mais alto. Pode-se, portanto, não só poupar na energia consumida como, também, na potência do equipamento de aquecimento/arrefecimento.

Resumindo, quando avaliamos a valor de uma obra de reconstrução, devemos ter em conta uma grande variedade de resultados, considerando-se desde a solução construtiva adotada e especificações dos materiais, ás suas funções e desempenho, características dos equipamentos instalados, não desprezando nunca os custos energéticos necessários á obtenção do tão desejado conforto. A economia trazida par um bom projeto, refere-se não só avaliação da solução construtiva adotada e ao inerente custo da obra mas, também, ao desempenho da habitação e custos futuros na sua exploração e manutenção. Em ambas as perspectivas, a estrutura metálica ligeira tem um desempenho excelente sendo, por isso, crescente a sua utilização.

Engenheiro: Francisco Vilhena / Engenheiros, Domos Construções

29/02/2012 | Notícia | Revista Construção Magazine - Janeiro e fevereiro 2012 


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