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[Gerdau investe]

 

Estratégia: Gerdau investe R$ 1,75 Bi para tomar mercado da CSN e Usiminas 

Projeto integra plano de R$ 1,75 bi e vai gerar 700 empregos a partir de 2012

A Gerdau está investindo pesado para entrar num mercado até hoje dominado pelas gigantes Usiminas e CSN, que é a produção de aços planos, voltada para as indústrias automotiva, naval, linha branca e construção civil. A empresa acaba de adquirir dois laminadores da austríaca Siemens-Vai, no valor de R$ 460 milhões, para unidade da Gerdau-Açominas, em Ouro Branco.

Além de gerar 700 empregos diretos, o investimento marca a retomada efetiva de um projeto de R$ 1,75 bilhão engavetado no início de 2009 por conta da crise financeira mundial. O anúncio do negócio será feito em breve pelo diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, segundo uma fonte da empresa.

No final de 2009, Johannpeter já havia anunciado a intenção de retomar o projeto, e que enviaria cartas-convite com as especificações técnicas do equipamento para potenciais fornecedores. A companhia optou pela Siemens-Vai e pela compra de dois laminadores - um deles steckel, para produzir bobina a quente, e o outro de chapas grossas. A produção será de 1,9 milhão de toneladas anuais a partir de 2012.

Atualmente, a Gerdau fabrica o material em suas subsidiárias nos Estados Unidos e importa para o Brasil. A intenção, com o novo produto, é atender à demanda crescente por aço nos setores de petróleo, indústria naval, construção civil e de equipamentos pesados, puxada pelos investimentos em infraestrutura para a Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e das descobertas do petróleo na camada pré-sal.

O analista de siderurgia e mineração da Link Investimentos, Leonardo Alves, explica que a entrada de mais um fabricante no segmento de aços planos deve reduzir a pressão sobre os preços da matéria prima no longo prazo. Para o consumidor final, se os preços não caírem, pelo menos tendem a ficar estáveis.

O momento atual é de muita demanda para pouco produto, levando as indústrias que dependem do aço a travar uma queda de braço com as siderúrgicas, que pretendem aumentar os preços pela segunda vez no ano.

O governo ameaçou zerar as alíquotas de importação para elevar a oferta, mas recuou diante do compromisso das companhias de segurarem os reajustes. "Mesmo assim, o mercado espera um aumento de 5% no terceiro trimestre", disse Leonardo Alves.

Produção de aço tem alta de 50% em maio

A crise é, definitivamente, coisa do passado para as siderúrgicas. A produção brasileira de aço bruto cresceu nada menos do que 50% em maio, na comparação com o mesmo período de 2009, auge da crise.

Em relação aos laminados, a produção de maio, de 2,3 milhões de toneladas, aumentou 42,4% quando comparada com maio do ano passado.

A Gerdau, que já divulgou balanço, encerrou o primeiro trimestre com 32% de crescimento nas vendas em comparação com os primeiros três meses de 2009, alcançando um total de 4,1 milhões de toneladas comercializadas.

Além disso, o crescimento da indústria automotiva brasileira e a recuperação das vendas de veículos nos Estados Unidos contribuíram para impulsionar em 59% os volumes comercializados no trimestre pela divisão de Operação de Aços Especiais.

“Estamos preparados para atender a expansão prevista para os próximos anos, considerando a nossa capacidade instalada e os investimentos de R$ 9,5 bilhões programados 2010-2014", afirmou o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter, em nota. (AR)

Siderúrgicas retomam expansão após a crise

Depois de um ano de crise, que afetou em cheio as siderúrgicas, o setor voltou a investir. Até 2016 a capacidade instalada vai passar de 42 milhões de toneladas anuais para 35 milhões de toneladas por ano, segundo o Instituto Aço Brasil. A alta será de 83%.

Enquanto a Gerdau se volta para um segmento dominado pelas concorrentes, o de aços planos, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está aplicando US$ 340 milhões na usina de Volta Redonda (RJ) para começar a fabricar aços longos em 2011, produto que é tradição da Gerdau.

Já a Usiminas vai aplicar R$ 3,2 bilhões em 2010 nas plantas de Ipatinga e Cubatão (SP). Entre os investimentos está a inauguração da coqueria 3 em Ipatinga, que irá tornar a companhia autossuficiente na fabricação de coque em 2010.

Nas cidades que recebem investimentos, a perspectiva é boa, principalmente com a geração de empregos e alta na arrecadação, mas há também preocupações. O prefeito de Ouro Branco, onde a Gerdau vai instalar os laminadores, Padre Rogério Pereira, diz que devido às obras, o número de habitantes aumenta e o município tem que arcar com maior demanda pelos serviços. Mas, segundo ele, na última expansão da Gerdau, um acordo entre as partes reduziu os impactos.

A visão é clara, ou você cresce nesse mercado, ou é absorvido. Como a quantidade de players grandes é pequena, e os negócios da Gerdau nos EUA ainda não engrenaram, o melhor é investir onde o terreno está com vento à favor.

 


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